Prêmio TopBlog Brasil 2013/4

Prêmio TopBlog Brasil 2013/4
Maria Lopes

14 outubro 2015

14 de Outubro de 1964, Martin Luther King recebe o Prêmio Nobel da Paz

1964 - Martin Luther King recebe o prêmio Nobel da Paz pela defesa dos direitos civis do negros nos Estados Unidos.


Hoje na História, 1964, Martin Luther King recebe o Prêmio Nobel da Paz

Publicado em Domingo, 14 Outubro 2012 23:33 
 
A defesa da igualdade e da paz no mundo era a causa de Luther King, o que lhe valeu o Nobel da Paz, a 14 de outubro de 1964, um ano depois do seu célebre discurso 'Eu Tenho Um Sonho'. Hoje, recordamos o mais jovem galardoado com aquele prémio.
Martin Luther King nasceu em Atlanta, a 15 de janeiro de 1929 e foi um pastor protestante e ativista político norte-americano, que se tornaria num dos mais importantes defensores dos direitos civis dos negros nos EUA.
A defesa da paz no mundo era a sua grande causa, o que lhe valeu o Prémio Nobel da Paz, em 1964, tornando-se na pessoa mais jovem a receber tal distinção – com 35 anos, apenas.
Luther King nasceu numa sociedade racista, com episódios que geraram revolta. A prisão de uma mulher negra, em 1955, por se ter negado a dar o seu lugar no autocarro a uma mulher branca é um dos exemplos desses inúmeros casos de segregação racial, contra os quais Martin Luther King lutou.
Essa defesa dos direitos humanos gerou ódios, que por sua vez levaram a ataques e atentados à vida contra o próprio Luther King. Em 1963, um ano antes de ser galardoado com o Nobel da Paz, faz um dos mais marcantes discursos da história da humanidade: o famoso discurso 'Eu Tenho Um Sonho', em março de 1963, em frente ao Memorial Lincoln em Washington.
Organizou marchas para conseguir o direito ao voto, além de outros direitos civis básicos, bem como o fim da segregação e das discriminações no trabalho. A sua batalha por esses direitos resultou na consagração na lei norte-americana da Lei de Direitos Civis (1964) e da Lei de Direitos Eleitorais (1965).
Martin Luther King era odiado por muitos segregacionistas do sul, sentimento que levou à sua morte, a 4 de abril de 1968, data em que foi assassinado, momentos antes de uma marcha, num hotel de Memphis. Está sepultado no Centro Martin Luther King Jr., em Atlanta.
Os EUA homenageiam todos os anos esta figura incontornável da história norte-americana: desde 1986, foi estabelecido um feriado nacional no Dia de Martin Luther King, que se assinala na terceira segunda-feira de janeiro, data próxima ao aniversário de Kin
http://arquivo.geledes.org.br/atlantico-negro/afroamericanos/martin-luther-king/15876-hoje-na-historia-1964-martin-luther-king-recebe-o-premio-nobel-da-pazg
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Martin Luther King proferiu o discurso profético "I Have a Dream", nos degraus do Lincoln Memorial, em Washington. O discurso, fez parte da Marcha de Washington por Empregos e Liberdade, e foi um momento decisivo na história do Movimento Americano pelos Direitos Civis. Realizado para uma platéia de mais de duzentas mil pessoas que apoiavam a causa, o discurso é considerado um dos maiores na história e foi eleito o melhor discurso estadunidense do século XX numa pesquisa feita no ano de 1999 (trexto extraído do Youtube)

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“Estou feliz por estar hoje com vocês num evento que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nosso país.

Há cem anos, um grande americano, sob cuja simbólica sombra nos encontramos, assinou a Proclamação da Emancipação. Esse decreto fundamental foi como um grande raio de luz de esperança para milhões de escravos negros que tinham sido marcados a ferro nas chamas de uma vergonhosa injustiça. Veio como uma aurora feliz para pôr fim à longa noite de cativeiro.

Mas, cem anos mais tarde, devemos encarar a trágica realidade de que o negro ainda não é livre. Cem anos mais tarde, a vida do negro está ainda infelizmente dilacerada pelas algemas da segregação e pelas correntes da discriminação.

Cem anos mais tarde, o negro ainda vive numa ilha isolada de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos mais tarde, o negro ainda definha nas margens da sociedade americana estando exilado em sua própria terra. Por isso, encontramo-nos aqui hoje para dramatizar essa terrível condição.


De certo modo, viemos à capital do nosso país para descontar um cheque. Quando os arquitetos da nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam a assinar uma nota promissória da qual todo americano seria herdeiro. Essa nota foi uma promessa de que todos os homens teriam garantia aos direitos inalienáveis de “vida, liberdade e à procura de felicidade”.

É óbvio que a América de hoje ainda não pagou essa nota promissória no que concerne aos seus cidadãos de cor. Em vez de honrar esse compromisso sagrado, a América entregou ao povo negro um cheque inválido devolvido com a seguinte inscrição: “Saldo insuficiente”.

Porém recusamo-nos a acreditar que o banco da justiça abriu falência. Recusamo-nos a acreditar que não haja dinheiro suficiente nos grandes cofres de oportunidade desse país. Então viemos para descontar esse cheque, um cheque que nos dará à vista as riquezas da liberdade e a segurança da justiça.

Viemos também para este lugar sagrado para lembrar à América da clara urgência do agora. Não é hora de se dar ao luxo de procrastinar ou de tomar o remédio tranquilizante do gradualismo. Agora é tempo de tornar reais as promessas da democracia.

Agora é hora de sair do vale escuro e desolado da segregação para o caminho iluminado da justiça racial. Agora é hora [aplausos] de retirar a nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a sólida rocha da fraternidade. Agora é hora de transformar a justiça em realidade para todos os filhos de Deus.

Seria fatal para a nação não levar a sério a urgência desse momento. Esse verão sufocante da insatisfação legítima do negro não passará até que chegue o revigorante outono da liberdade e igualdade. Mil novecentos e sessenta e três não é um fim, mas um começo. E aqueles que creem que o negro só precisava desabafar e que agora ficará sossegado, acordarão sobressaltados se o país voltar ao ritmo normal.

 

Não haverá nem descanso nem tranquilidade na América até o negro adquirir seus direitos como cidadão. Os turbilhões da revolta continuarão a sacudir os alicerces do nosso país até que o resplandecente dia da justiça desponte.

Há algo, porém, que devo dizer a meu povo, que se encontra no caloroso limiar que conduz ao palácio da justiça: no processo de ganhar o nosso legítimo lugar não devemos ser culpados de atos errados. Não tentemos satisfazer a sede de liberdade bebendo da taça da amargura e do ódio. Devemos sempre conduzir nossa luta no nível elevado da dignidade e disciplina.

Não devemos deixar que o nosso protesto criativo se degenere na violência física. Repetidas vezes, teremos que nos erguer às alturas majestosas para encontrar a força física com a força da alma.

Esta nova militância maravilhosa que engolfou a comunidade negra não nos deve levar a desconfiar de todas as pessoas brancas, pois muitos dos irmãos brancos, como se vê pela presença deles aqui, hoje, estão conscientes de que seus destinos estão ligados ao nosso destino.

E estão conscientes de que sua liberdade está intrinsicamente ligada à nossa liberdade. Não podemos caminhar sozinhos. À medida que caminhamos, devemos assumir o compromisso de marcharmos em frente. Não podemos retroceder.

Há quem pergunte aos defensores dos direitos civis: “Quando é que ficarão satisfeitos?” Não estaremos satisfeitos enquanto o negro for vítima dos indescritíveis horrores da brutalidade policial. Jamais poderemos estar satisfeitos enquanto os nossos corpos, cansados com as fadigas da viagem, não conseguirem ter acesso aos hotéis de beira de estrada e das cidades.

Não poderemos estar satisfeitos enquanto a mobilidade básica do negro for passar de um gueto pequeno para um maior. Não podemos estar satisfeitos enquanto nossas crianças forem destituídas de sua individualidade e privadas de sua dignidade por placas onde se lê “somente para brancos”.

Não poderemos estar satisfeitos enquanto um negro no Mississippi não puder votar e um negro em Nova Iorque achar que não há nada pelo qual valha a pena votar. Não, não, não estamos satisfeitos e só estaremos satisfeitos quando “a justiça correr como a água e a retidão como uma poderosa corrente”.

Eu sei muito bem que alguns de vocês chegaram aqui após muitas dificuldades e tribulações. Alguns de vocês acabaram de sair de pequenas celas de prisão. Alguns de vocês vieram de áreas onde a sua procura de liberdade lhes deixou marcas provocadas pelas tempestades de perseguição e pelos ventos da brutalidade policial.

Vocês são veteranos do sofrimento criativo. Continuem a trabalhar com a fé de que um sofrimento injusto é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Luisiana, voltem para as favelas e guetos das nossas modernas cidades, sabendo que, de alguma forma, essa situação pode e será alterada. Não nos embrenhemos no vale do desespero.

Digo-lhes hoje, meus amigos, que, apesar das dificuldades e frustrações do momento, eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.

Eu tenho um sonho que um dia essa nação levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado da sua crença: “Consideramos essas verdades como auto-evidentes que todos os homens são criados iguais.”

Eu tenho um sonho que um dia, nas montanhas rubras da Geórgia, os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos descendentes de donos de escravos poderão sentar-se juntos à mesa da fraternidade.

Eu tenho um sonho que um dia mesmo o estado do Mississippi, um estado desértico sufocado pelo calor da injustiça, e sufocado pelo calor da opressão, será transformado num oásis de liberdade e justiça.

Eu tenho um sonho que meus quatro pequenos filhos um dia viverão em uma nação onde não serão julgados pela cor da pele, mas pelo conteúdo do seu caráter. Eu tenho um sonho hoje.

Eu tenho um sonho que um dia o estado do Alabama, com seus racistas cruéis, cujo governador cospe palavras de “interposição” e “anulação”, um dia bem lá no Alabama meninos negros e meninas negras possam dar-se as mãos com meninos brancos e meninas brancas, como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje.

Eu tenho um sonho que um dia “todos os vales serão elevados, todas as montanhas e encostas serão niveladas; os lugares mais acidentados se tornarão planícies e os lugares tortuosos se tornarão retos e a glória do Senhor será revelada e todos os seres a verão conjuntamente”.

Essa é a nossa esperança. Essa é a fé com a qual eu regresso ao Sul. Com essa fé nós poderemos esculpir na montanha do desespero uma pedra de esperança. Com essa fé poderemos transformar as dissonantes discórdias do nosso país em uma linda sinfonia de fraternidade.

Com essa fé poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, ser presos juntos, defender a liberdade juntos, sabendo que um dia haveremos de ser livres. Esse será o dia, esse será o dia quando todos os filhos de Deus poderão cantar com um novo significado:

Meu país é teu, doce terra da liberdade, de ti eu canto.
Terra onde morreram meus pais, terra do orgulho dos peregrinos, que de cada lado das montanhas ressoe a liberdade!

E se a América quiser ser uma grande nação, isso tem que se tornar realidade.

E que a liberdade ressoe então do topo das montanhas mais prodigiosas de Nova Hampshire.

Que a liberdade ressoe das poderosas montanhas de Nova Iorque.

Que a liberdade ressoe das elevadas montanhas Allegheny da Pensilvânia.

Que a liberdade ressoe dos cumes cobertos de neve das montanhas Rochosas do Colorado.

Que a liberdade ressoe dos picos curvos da Califórnia.

Mas não só isso; que a liberdade ressoe da montanha Stone da Geórgia.

Que a liberdade ressoe da montanha Lookout do Tennessee.

Que a liberdade ressoe de cada montanha e de cada pequena elevação do Mississippi. Que de cada encosta a liberdade ressoe.

E quando isso acontecer, quando permitirmos que a liberdade ressoe, quando a deixarmos ressoar de cada vila e cada lugar, de cada estado e cada cidade, seremos capazes de fazer chegar mais rápido o dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar as palavras da antiga canção espiritual negra:

Finalmente livres! Finalmente livres!

Graças a Deus Todo Poderoso, somos livres, finalmente."
Texto extraído :http://anoticia.clicrbs.com.br/sc/mundo/noticia/2013/08/confira-a-traducao-na-integra-do-discurso-feito-por-martin-luther-king-ha-50-anos-4248603.html

09 outubro 2015

09 de Outubro de 1989: O dia em que o Muro de Berlim começou a cair

sexta-feira, 9 de outubro de 2015


09 de Outubro de 1989: O dia em que o Muro de Berlim começou a cair

A polícia estava na rua, com escudos, bastões, e cães. O jornal oficial do partido avisara que o exército estava de armas na mão, pronto a esmagar qualquer ameaça à ordem socialista. Os hospitais de Leipzig tinham recebido sangue extra. A imagem na cabeça das pessoas da cidade do Leste da Alemanha era uma: Tiananmen.
Apesar disso, mais de 70 mil pessoas saíram à rua a 9 de Outubro de 1989 em Leipzig,  quando se deu a manifestação que tudo mudou.
No dia 9 de Outubro de 1989, Irmtraut Hollitzer saiu de casa para ir, como ia sempre, à oração pela paz numa das igrejas de Leipzig. Nestes círculos de relativa liberdade que eram as igrejas e nestes encontros eram há alguns anos discutidas questões decisivas para o Estado – dos problemas ambientais à proibição de viajar. Estes encontros começaram a chamar a atenção e em Setembro saíram do interior das igrejas. “Imagine, na RDA era tudo sempre sossegado, não se passava nada, e de repente todas as segundas-feiras acontecia alguma coisa na Igreja de S. Nicolau”, contou Irmtraut numa conversa telefónica com o PÚBLICO. Na segunda-feira, dia 2 de Outubro, o regime achou que chegava e mandou a polícia reprimir uma manifestação no exterior da igreja à bastonada.
Na segunda-feira seguinte, dia 9, as quatro principais igrejas da cidade estavam cheias. Irmtraut estava na Igreja de S. Tomás. “Não cabia nem mais uma pessoa. Havia gente no pátio, cá fora.” Com todas as ameaças do regime, o ambiente era muito tenso. “Falou-se sobre quão difícil estava a situação. Os nossos sentimentos, as nossas emoções, estavam todas dominadas pelo medo”, lembra.
As portas da igreja abriram-se e Irmtraut teve de decidir: “Ou ia para a esquerda, para casa, ou para a direita.” Viu a polícia, “pronta para atacar, com escudos, com cães”. Lembrou-se dos avisos: “O exército estava com armas na mão para reprimir a manifestação.” O Presidente da RDA, Erich Honecker, tinha elogiado as autoridades chinesas pelo modo como acabaram com o protesto de Tiananmen. “Eu tinha quatro filhos. Estava cheia de medo.” Irmtraut decidiu e acelerou o passo: “Para casa, para casa.”
Muitas outras pessoas foram, apesar disso, para o lado oposto, “com incrível coragem”, sublinha Irmtraut. Juntaram-se a pessoas vindas das outras igrejas, incluindo a Igreja de S. Nicolau, onde havia orações pela paz desde 1982. Tinham velas na mão. Diziam “Somos o povo” ou “não à violência”.
Não sabiam se iam ser atacadas, espancadas, se ia haver tiros. Não sabiam se no dia a seguir iam ter emprego. “Para mim foi espantoso como foram”, resume Irmtraut. “Se tivessem sido menos, certamente a manifestação teria sido reprimida.”
A polícia, que na semana anterior tinha sido violenta, não soube reagir a tanta gente. Os agentes da Stasi infiltrados que tentaram causar problemas foram isolados pelos manifestantes. Na superordenada RDA, o trânsito estava caótico, condutores deixaram carros no meio da rua para se juntar à marcha, as forças do regime não sabiam o que fazer – então acabaram por não fazer nada. “Eles estavam prontos para tudo”, comentou Christian Führer, um dos padres da Igreja de S. Nicolau que liderou as orações pela paz desde 1982 (e que morreu este ano). “Excepto para orações e velas.”
Irmtraut chegou a casa e ligou a televisão num canal da Alemanha Ocidental. “Passado um bocado falou-se de Leipzig e de uma manifestação pacífica. E foi como uma libertação.”
Na segunda-feira seguinte, tudo era diferente. “Já não tínhamos medo”, conta Irmtraut. Não foi preciso decidir se a seguir à oração ia para a casa ou para a manifestação: “Lembro-me de um sentimento in-crí-vel, estar ligada a esta massa de pessoas e podermos fazer alguma coisa, demonstrar a nossa oposição a este sistema, dizer: ‘Basta de mentiras.’”
Imagens de Leipzig chegaram a outras cidades e as manifestações multiplicavam-se de cidade em cidade e cresciam. A pressão sobre o regime continuava.
Na altura, o máximo que Irmtraut imaginou foi que o regime da RDA mudasse. Até que umas semanas mais tarde alguém gritou numa manifestação: “Fora com o muro.” E eu pensei: ‘Oh meu deus, será que é possível?’ Para mim o muro acabar era como um sonho.”
E a 9 de Novembro, depois de 28 anos de existência, o muro caiu.
A queda do Muro de Berlim foi tão inesperada como fruto de uma complexa teia de circunstâncias, desde em Moscovo ser Presidente Gorbatchov, ao surgimento do movimento Solidariedade na Polónia (na comemoração dos 20 anos da queda do muro, Lech Walesa, o líder do Solidariedade, deitou abaixo o primeiro dominó de uma cadeia simbolizando o Muro de Berlim), passando pela abertura das fronteiras da Hungria e Checoslováquia que levaram a uma saída em massa de alemães do Leste para o oeste.
Como resumiu em 2009 o jornalista da BBC que era o correspondente em Moscovo Brian Hanrahan (e que entretanto morreu): “Uma semana depois Honecker foi-se embora, um mês depois foi-se o Muro de Berlim, deitado abaixo pela coragem dos manifestantes de Leipzig.”
Para o padre Christian Führer, citado pela revista Spiegel, não há dúvidas: “Foi uma auto-libertação.” A queda do muro “foram as pessoas daqui que a fizeram”.

 Fonte: Público
Mais de 70 mil pessoas saíram à rua a 9 de Outubro de 1989 em Leipzig

http://estoriasdahistoria12.blogspot.com.br/2015/10/09-de-outubro-de-1989-o-dia-em-que-o.html

09 de Outubro de 1967: Morte de Ernesto Che Guevara, por fuzilamento, na Bolívia.

El filósofo francés Jean-Paul Sartre lo calificó como “el ser humano más completo de nuestra era”. Cuando se cumplen 48 años de su detención y posterior asesinato, teleSUR presenta cuatro facetas de este insigne argentino, que no solo fue un político y revolucionario destacado, sino también cronista, poeta y padre.

una foto vuelta símbolo, devenida icono de quienes sueñan un mundo mejor, recorre el orbe reproducida en franelas, afiches, tatuajes, carteles.
El 5 de marzo de 1960 el fotógrafo Alberto Korda captó la imagen del guerrillero argentino-cubano Ernesto “Che” Guevara durante las honras fúnebres realizadas en La Habana a las víctimas del sabotaje contra el vapor francés “La Coubre”. No sabía entonces el antillano que esa instantánea se volvería una de las más reproducidas del mundo y que, incluso quienes la lucen solo por moda, sin conocer quizás la inmensidad del hombre detrás de la imagen, también rinden homenaje a uno de los revolucionarios más grandes de América Latina. Con motivo del aniversario 48 de su detención en Bolivia y su asesinato un día después, teleSUR honra a Ernesto “Che” Guevara recordando varias de sus facetas más destacadas.   Este contenido ha sido publicado originalmente por teleSUR bajo la siguiente dirección:
El Che Guevara sigue siendo el eterno revolucionario. 
Foto: Cubadebate
El filósofo francés Jean-Paul Sartre lo calificó como “el ser humano más completo de nuestra era”. Cuando se cumplen 48 años de su detención y posterior asesinato, teleSUR presenta cuatro facetas de este insigne argentino, que no solo fue un político y revolucionario destacado, sino también cronista, poeta y padre.

Una foto vuelta símbolo, devenida icono de quienes sueñan un mundo mejor, recorre el orbe reproducida en franelas, afiches, tatuajes, carteles.

El 5 de marzo de 1960 el fotógrafo Alberto Korda captó la imagen del guerrillero argentino-cubano Ernesto “Che” Guevara durante las honras fúnebres realizadas en La Habana a las víctimas del sabotaje contra el vapor francés “La Coubre”.

No sabía entonces el antillano que esa instantánea se volvería una de las más reproducidas del mundo y que, incluso quienes la lucen solo por moda, sin conocer quizás la inmensidad del hombre detrás de la imagen, también rinden homenaje a uno de los revolucionarios más grandes de América Latina.

Con motivo del aniversario 48 de su detención en Bolivia y su asesinato un día después, teleSUR honra a Ernesto “Che” Guevara recordando varias de sus facetas más destacadas.
El revolucionario



 Este contenido ha sido publicado originalmente por teleSUR bajo la siguiente dirección: 
 http://www.telesurtv.net/news/El-Che-Guevara-en-cuatro-facetas--20141007-0044.html. Si piensa hacer uso del mismo, por favor, cite la fuente y coloque un enlace hacia la nota original de donde usted ha tomado este contenido. www.teleSURtv.net
El revolucionario



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El revolucionario


Pese a que provino de una clase argentina bien posicionada, la historia del Che evidencia que desde muy joven quería instaurar cambios. Padeciendo asma desde niño, en la juventud mostró especial interés por investigar posibles curas y hacer menos difícil la vida a las personas que sufrían esa enfermedad.

La adolescencia del Che estuvo muy marcada por su convicción transformadora. En esa época, hizo el memorable viaje en motocicleta por América Latina, donde conoció algunas provincias de Argentina, Chile, Perú, Colombia y Venezuela.

"Ese vagar sin rumbo por nuestra Mayúscula América me ha cambiado más de lo que creí", relata una de las crónicas posteriores al viaje.

En su diario personal, el Che relató que la visita a las minas de cobre de Chuquicamata (Chile) resultó particularmente reveladora, porque en ningún lugar como aquel habían chocado con semejante grado de explotación de los obreros, de discriminación del nativo respecto al yanqui.

Tras su segundo viaje, en el que conoció Bolivia, Perú, Ecuador, Colombia, Panamá, Costa Rica, El Salvador y Guatemala, da muestras de su profundo humanismo, destaca su modo revolucionario de pensar y ratifica su firme antimperialismo.

El periodista


Aunque su profesión de médico no tenía que ver con las letras, es absurdo tratar de ocultar la vocación cronista de Ernesto Che Guevara, que en todas sus travesías, estaba dispuesto a dejar apuntes de su realidad, de su entorno.

Muchos afirman que la calidad literaria de este revolucionario era superior a la del promedio. Es importante decir que el Che no se limitó solo a lo político, en sus textos hay también deportes y cultura.

Antes de comenzar a escribir su primer libro "La función del médico en América Latina" (que nunca salió a la luz pública), el Che ya había publicado dos notas en la Revista Siete y seis en Tackie (una publicación dedicada al público del rugby).

Además de esto, el Che fue contratado como corresponsal de Agencia Latina, creó el periódico independiente "El Cubano Libre", dio inicio a las transmisiones de Radio Rebelde y participó en la creación de la agencia Prensa Latina.

Uno de sus textos más celebrados fue "El Socialismo y el Hombre Nuevo", publicado originalmente en el Semanario Marcha.

El poeta


Ni más grande ni más pequeña que la faceta revolucionaria y humanista, el Che Guevara tenía un lado poético imposible de ocultar y que empezó a desarrollarse incluso desde muy joven.

La primera mujer de Guevara, Hilda Gadea señaló en su libro de memorias:

“(Ernesto) Tenía un largo conocimiento de la poesía latinoamericana y recitaba con facilidad versos de Neruda, al que mucho admiraba. Entre sus poetas favoritos estaban Federico García Lorca, Miguel Hernández, Antonio Machado, Gabriela Mistral, Cesar Vallejo, algunos argentinos como José Hernández, del que sabía de corrido todo el Martin Fierro, Jorge Luis Borges, Leopoldo Marechal, Alfonsina Storni y las uruguayas Juana de Ibarbourou y Sara de Ibáñez”.

Gadea también ha dicho que "Ernesto, cuando estaba cansado de leer, la alzaba y le recitaba cualquier cosa, en voz alta para que yo también la oyera desde el sitio donde me encontrara".

El sentido cultural del Che estaba bastante desarrollado, incluso en la música. El escritor Paco Ignacio Taibo II en su libro Ernesto Guevara, dice: “Y en medio de este desastre, el Che cantaba tangos desafinados", un comentario que Gadea complementa entre risas: "Como no conseguía entonarlos, me recitaba algunos de los tangos. Terminaba siempre con El día que me quieras, que me había recitado en Guatemala cuando nos enamoramos…"

La literatura y la poesía siempre acompañaron al Che. Según muchos estudiosos de su figura, esta es probablemente una de las cosas que más hizo despertar su lado humano. De hecho, en ocasiones, él mismo se enfrentó al papel y escribió sus propias líneas. (Si quieres ver algunos de sus poemas, haz click aquí)

El padre


Al fallecer, el Che dejó a cinco hijos: Hilda, de su primer matrimonio con Hilda Gadea; y los otros cuatro con su segunda esposa, Aleida March.

Aleida, la segunda y mayor del segundo matrimonio del Che, siempre lo describe como un hombre no solo tierno y amoroso, sino muy trabajador.

"Mi papá me besaba en la oscuridad. Cuando él llegaba, yo casi siempre estaba acostada con mi mamá con la excusa de acompañarla. Entonces venía él, me cargaba en sus brazos y me llevaba a mi cama. Me daba un beso tan apretado que casi siempre me despertaba. Yo pensaba: en la oscuridad del cuarto una persona me está apretando y no logro ver quién es", cuenta en su libro.

"Yo me siento orgullosa por quien fue y es mi padre. El rompió fronteras", agregó Aleida.

Por otro lado, Ernesto Guevara March también ha destacado durante toda su vida el legado de su padre.

Debido a sus infinitas ocupaciones como líder revolucionario, Ernesto Che Guevara no podía dedicar tantos momentos a su hijos, sin embargo, era notable el amor que sentía por ellos y que se desborda en sus escritos:

"Crezcan como buenos revolucionarios. Estudien mucho para poder dominar la técnica que permite dominar la naturaleza. Acuérdense que la revolución es lo importante y que cada uno de nosotros, solo, no vale nada. Sobre todo, sean siempre capaces de sentir en lo más hondo cualquier injusticia cometida contra cualquiera en cualquier parte del mundo. Es la cualidad más linda de un revolucionario. Hasta siempre, hijitos, espero verlos todavía. Un beso grandote y un gran abrazo de papa” - Extracto de la carta de Ernesto ‘Che’ Guevara, a sus hijos.


http://www.contextolivre.com.br/2015/10/el-che-guevara-en-cuatro-facetas.html

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05 outubro 2015

Mulheres poderosas e Grandes Seres

Edna Adan on the roof of Veletrzni palac Prague
Edna Adan Ismail nasceu no dia 8 de setembro de 1937, em Hargeisa capital da República autônoma da Somalilandia, na Somália. Filha de um famoso médico, Edna desde muito nova foi encorajada por seu pai à vida acadêmica, aprendendo a ler e a escrever – tal ato chocou a comunidade local que não via com bons olhos uma menina com instrução.
Quando Edna completou oito anos de idade, sua mãe decidiu que já era momento de submeter a filha à mutilação genital – pratica muito comum em países africanos e asiáticos que diminui o desejo sexual da mulher e torna a mulher “casável” aos olhos da comunidade. Edna começou seus estudos em casa, quando seu pai permitiu que ela estudasse com seus irmãos. Anos mais tarde, foi mandada para estudar em uma escola de meninas no Djibout. Como não havia Ensino Médio para meninas no país, Edna voltou para Hargeisa e trabalhou como tradutora para um medico britânico, onde descobriu o seu amor por medicina.
Em 1953, Edna com 15 anos começa a dar aula para uma recém inaugurada escola para meninas. De manhã e à tarde tinha aulas com um professor da escola de meninos, visto que não seria próprio uma menina senta- se com meninos em uma sala de aula. O governo do Reino Unido oferecia poucas bolsas de estudos para a população somali estudar e todos os anos meninos somalis iam para a Inglaterra estudar. Edna rompeu esse quadro, prestou os exames em uma sala especial (sem meninos) e logo se tornou a primeira menina a estudar na Inglaterra.
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Edna se tornou a primeira mulher qualificada a atuar como enfermeira e parteira na Somália e foi a primeira mulher a conseguir permissão para dirigir. Ela foi casada com Mohamed Haji Ibrahim Egal, politico somali com grande atuação no país – sendo Chefe de Governo na Somalilândia britânica, primeiro ministro da Somália e Presidente da Somalilândia.
Após alguns anos de casamento, Edna se divorcia e é recrutada para trabalhar na Organização Mundial da Saúde, onde juntou dinheiro para realizar o seu maior sonho – construir um hospital em seu país. Em meados de 1980, Edna iniciou a construção do  hospital na região de Mogadíscio, porém antes da conclusão das obras uma guerra civil começou e ela foi forçada a deixar o país.
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Trabalhou juntamente com a OMS em diversos países do mundo, porém seu cargo de maior importância foi como assessora da OMS no Djibout. Em 1997, apresentou sua demissão à organização e voltou para a Somalilândia e começou a reconstruir seu hospital. O Hospital Maternidade Edna Adan abriu oficialmente em 9 de Março de 2002, em um terreno doado pelo governo regional que anteriormente era utilizado como depósito de lixo. A região não possuía enfermeiros e nem pessoal treinado para trabalhar no hospital – pois a maioria tinha fugido do país ou foram mortos durante a guerra civil – Edna, então, recrutou mais de 30 candidatos e começou a treiná-los, enquanto o hospital ainda estava em construção. Vale ressaltar, que ela começou a recrutar mulheres, que passaram a ser as primeiras pedreiras da Somália.
Porém a construção de um hospital é muito custoso financeiramente, as economias de Edna acabaram antes que a construção estivesse concluída. Tentou financiamento com as Nações Unidas e outros organismos internacionais de ajuda humanitária, porém tais OIs não se mostraram simpáticos em investir dinheiro em ações em países desestruturados como é o caso da Somália. Após uma matéria escrita pelo jornalista Ian Fisher ao The New York Times sobre Edna e seu hospital, grupos e ONGs de diversos países começaram a enviar dinheiro para a finalização do hospital.  Após a construção do Hospital, Edna recebeu várias doações de equipamentos de países como Dinamarca e Alemanha e de diversas organizações como o ACNUR, UNAIDS, UNICEF e OMS. A missão do Hospital de Edna era ajudar a melhorar a saúde dos habitantes locais, em especial a alta taxa de mortalidade materna e infantil. Além do hospital, Edna criou dentro do hospital uma escola de formação de parteiras, enfermeiras e técnicas de laboratório. Desta forma, poderiam ajudar a melhorar as condições de saúde do país, oferecendo um serviço mais qualificado para a população local. Edna Adan Ismail era a única mulher ministra no governo Somalilandia até julho de 2006, quando foi substituído pelo então ministro das Relações Exteriores Abdillahi Mohamed Dualeh.
https://16minionuonumulheres2020.wordpress.com/2015/08/

02 outubro 2015

Em 2 de Outubro de 1869, nascia Mohandas Karamchand Gandh

Mahatma Gandhi (1869 – 1948)

Mahatma Gandhi

Mahatma significa " A Grande Alma "

Nonviolence is the greatest force at the disposal of mankind. It is mightier than the mightiest weapon of destruction devised by the ingenuity of man."
"A não violência é a maior força à disposição da Humanidade. Ela é mais poderosa que a mais poderosa das armas de destruição concebida pela ingenuidade do Homem."
Churchill costumava chamá-lo de "faquir despido". Einstein era um de seus maiores admiradores. Martin Luther King inspirou-se nele. Mahatma Gandhi é um dos grandes homens do século XX.
GandhiBiografia Resumida de Mahatma Gandhi consulte também: Wikipedia - Mahatma Gandhi - em inglês
Em 2 de Outubro de 1869, nascia Mohandas Karamchand Gandhi, em Kathiawar, estado de Porbunder, na Índia, líder pacifista da humanidade e principal personalidade da independência desse país. Mais novo dos três filhos de Karamchand Gandhi (Kaba Gandhi) e sua esposa Putlibai. Kaba Gandhi foi primeiro ministro nos estados de Porbunder, Rajkot e Vankaner.
Em 1883, com apenas treze anos, contraiu matrimônio com a Sra. Kasturbai Makanji, que também contava com treze anos a época.
Formou-se em direito em Londres e, em 1891, voltou para a Índia a fim de praticar a advocacia.
Dois anos depois, vai para a África do Sul, também colônia britânica, onde inicia o movimento pacifista, lutando pelos direitos dos hindus.
Volta à Índia em 1914 e difunde seu movimento, cujo método principal é a resistência passiva. Nega colaboração com o domínio britânico e prega a não violência como forma de luta.
Em 1922, organiza uma greve contra o aumento de impostos, na qual uma multidão queima um posto policial.
Detido, declara-se culpado e é condenado à seis anos, mas sai da prisão em 1924.
Em 1930, lidera marcha para o mar, quando milhares de pessoas andam mais de 320 quilômetros a pé, para protestar contra os impostos sobre o sal.
Visitando a Inglaterra
O domínio colonial britânico durou mais de duzentos anos. Os indianos eram considerados cidadãos de segunda classe.
Em 1930, Gandhi viaja a Londres para pedir que a Inglaterra conceda independência à Índia. Lá, visita bairros operários.
"Sei que guardarei para sempre, em meu coração, a lembrança da acolhida que recebi do povo pobre de East London", diz Gandhi.
Ao retornar à Índia, é recebido em triunfo por milhares de pessoas, ainda que nada de muito significativo tenha resultado da viagem.
Gandhi anuncia à multidão que pretende continuar em sua campanha pela desobediência civil, para obrigar a Inglaterra a dar a independência à Índia. Os britânicos, outra vez, o mandam para a prisão.
Em 1942 o governo inglês manda para Nova Delhi Sir Stafford Cripps, com a missão de negociar com Gandhi. As propostas que Sir Cripps traz são inaceitáveis para Gandhi, que deseja independência total. Gandhi retoma a campanha pela desobediência civil. Desta vez é preso e condenado a dois anos de cadeia.
Quando Lord Louis Mountbatten torna-se vice-rei, aproxima-se de Gandhi e nasce, entre Gandhi, Lord e Lady Mountbatten, uma grande amizade.
Em 1947, é proclamada a independência da Índia, mas no verão desse mesmo ano, a hostilidade entre hindus e muçulmanos atinge o auge do fanatismo. Nas ruas há milhares de cadáveres. Os muçulmanos reivindicam um Estado independente, o Paquistão. Gandhi tenta restabelecer a paz e evitar a luta entre hindus e muçulmanos, aceitando a divisão do país e dando início a uma décima-quinta greve de fome. O sacrifício pessoal de Gandhi e sua firmeza conseguem o que nem os políticos nem o exército conseguiram: a Índia conquista sua independência e é criado o Estado muçulmano do Paquistão. A divisão atrai para ele o ódio dos nacioinalistas hindus.
Gandhi morre em 30 de janeiro de 1948, assassinado por um hindu. Estava com 78 anos. Lord e Lady Mountbatten, ao lado de um milhão de indianos, comparecem ao funeral. Parte de suas cinzas são lançadas às águas sagradas do Rio Jumna.
Em janeiro de 1996, parte das cinzas de Mahatma Gandhi é lançada no Rio Ganges, na cidade de Allahabad, local sagrado para os hinduístas. A cerimônia acontece no 49º aniversário de morte do líder pacifista.
Gandhi foi um pacifista convicto e sempre pregou uma doutrina de não-violência. Desejava que a paz reinasse entre hindus e muçulmanos; entre indianos e ingleses e entre toda a humanidade, por isso e muito mais, o "Mahatma Gandhi" permanecerá, para sempre, como símbolo da resistência pela NÃO-VIOLÊNCIA.
Mohandas Karamchand Gandhi, o conhecido "Mahatma" (A Grande Alma) estará para sempre, sem dúvida alguma, por suas palavras e atitudes, entre os homens que mais enobreceram a raça humana.
Pensamentos de Mahatma Gandhi
  1. "O desejo sincero e profundo do coração é sempre realizado; em minha própria vida tenho sempre verificado a certeza disto." 
  2. "Creio poder afirmar, sem arrogância e com a devida humildade, que a minha mensagem e os meus métodos são válidos, em sua essência, para todo o mundo."
  3.  "Acho que vai certo método através das minhas incoerências. Creio que há uma coerência que passa por todas as minhas incoerências, assim como há na natureza uma unidade que permeia as aparentes diversidades."
  4. "As enfermidades são os resultados, não só dos nossos atos, como também dos nossos pensamentos."
  5. "Satyagraha - a força do espírito - não depende do número, depende do grau de firmeza."
  6. "Satyagraha e Ahimsa são como duas faces da mesma medalha, ou melhor, como as duas cades de um pequeno disco de metal liso e sem incisões. Quem poderá dizer qual é a certa? A não-violência é o meio. A Verdade, o fim." 
  7. "A minha vida é um Todo indivisível, e todos os meus atos convergem uns nos outros; e todos eles nascem do insaciável amor que tenho para com toda a humanidade." 
  8. "Uma coisa lançou profundas raízes em mim: a convicção de que a moral é o fundamento das coisas, e a verdade, a substância de qualquer moral. A verdade tornou-se meu único objetivo. Ganhou importância a cada dia. E também a minha definição dela se foi constantemente ampliando."
  9. "Minha devoção à verdade empurrou-me para a política; e posso dizer, sem a mínima hesitação, e também com toda a humildade que, não entendem nada de religião aqueles que afirmam que ela nada tem a ver com a política."
  10. "A minha preocupação não está em ser coerente com as minhas afirmações anteriores sobre determinado problema, mas em ser coerente com a verdade."
  11.  "O erro não se torna verdade por se difundir e multiplicar facilmente. Do mesmo modo, a verdade não se torna erro pelo fato de ninguém a ver."
  12.  "O amor é a força mais abstrata, e também a mais potente, que há no mundo." 
  13. "O Amor e a verdade estão tão unidos entre si que é praticamente impossível separá-los. São como duas faces da mesma medalha." 
  14. "O ahimsa (amor) não é somente um estado negativo que consiste em não fazer o mal, mas também um estado positivo que consiste em amar, em fazer o bem a todos, inclusive a quem faz o mal." 
  15. "O ahimsa não é coisa tão fácil. É mais fácil dançar sobre uma corda que sobre o fio da ahimsa."
  16.  "Só podemos vencer o adversário com o amor, nunca com o ódio." 
  17. "A única maneira de castigar quem se ama é sofrer em seu lugar." 
  18. "É o sofrimento, e só o sofrimento, que abre no homem a compreensão interior."
  19. "Unir a mais firme resistência ao mal com a maior benevolência para com o malfeitor. Não existe outro modo de purificar o mundo." 
  20. "A minha natural inclinação para cuidar dos doentes transformou-se aos poucos em paixão; a tal ponto que muitas vezes fui obrigado a descuidar o meu trabalho. . ." 
  21. "A não-violência é a mais alta qualidade de oração. A riqueza não pode consegui-la, a cólera foge dela, o orgulho devora-a, a gula e a luxúria ofuscam-na, a mentira a esvazia, toda a pressão não justificada a compromete."
  22.  "Não-violência não quer dizer renúncia a toda forma de luta contra o mal. Pelo contrário. A não-violência, pelo menos como eu a concebo, é uma luta ainda mais ativa e real que a própria lei do talião - mas em plano moral." 
  23. "A não-violência não pode ser definida como um método passivo ou inativo. É um movimento bem mais ativo que outros que exigem o uso das armas. A verdade e a não-violência são, talvez, as forças mais ativas de que o mundo dispõe."
  24.  "Para tornar-se verdadeira força, a não-violência deve nascer do espírito."
  25. "Creio que a não-violência seja infinitamente superior à violência, e que o perdão seja bem mais viril que o castigo..."
  26. "A não-violência, em sua concepção dinâmica, significa sofrimento consciente. Não quer absolutamente dizer submissão humilde à vontade do malfeitor, mas um empenho, com todo o ânimo, contra o tirano. Assim, um só indivíduo, tendo como base esta lei, pode desafiar os poderes de um império injusto para salvar a própria honra, a própria religião, a própria alma e adiantar as premissas para a queda e a regeneração desse mesmo império."
  27. "O método da não-violência pode parecer demorado, muito demorado, mas eu estou convencido de que é o mais rápido."
  28. "Após meio século de experiência, sei que a humanidade não pode ser libertada senão pela não-violência. Se bem entendi, é esta a lição central do cristianismo."
  29. "Só se adquire perfeita saúde vivendo na obediência às leis da Natureza. A verdadeira felicidade é impossível sem a verdadeira saúde, e a verdadeira saúde é impossível sem rigoroso controle da gula. Todos os demais sentidos estarão automaticamente sujeitos a controle quando a gula estiver sob controle. Aquele que domina os próprios sentidos conquistou o mundo inteiro e tornou-se parte harmoniosa da natureza."
  30. "A civilização, no sentido real da palavra, não consiste na multiplicação, mas na vontade de espontânea limitação das necessidades. Só essa espontânea limitação acarreta a felicidade e a verdadeira satisfação. E aumenta a capacidade de servir."
  31. "É injusto e imoral tentar fugir às conseqüências dos próprios atos. É justo que a pessoa que come em demasia se sinta mal ou jejue. É injusto que quem cede aos próprios apetites fuja às conseqüências, tomando tônicos ou outros remédios. É ainda mais injusto que uma pessoa ceda às próprias paixões animalescas e fuja às conseqüências dos próprios atos."
  32. "A Natureza é inexorável, e vingar-se-á completamente de uma tal violação de suas leis."
  33. "Aprendi, graças a uma amarga experiência, a única suprema lição: controlar a ira. E do mesmo modo que o calor conservado se transforma em energia, assim a nossa ira controlada pode transformar-se em uma função capaz de mover o mundo. Não é que eu não me ire ou perca o controle. O que eu não dou é campo à ira. Cultivo a paciência e a mansidão e, de uma maneira geral, consigo. Mas quando a ira me assalta, limito-me a controlá-la. Como consigo? É um hábito que cada um deve adquirir e cultivar com uma prática assídua."
  34. "O silêncio já se tornou para mim uma necessidade física espiritual. Inicialmente escolhi-o para aliviar-me da depressão. A seguir precisei de tempo para escrever. Após havê-lo praticado por certo tempo descobri, todavia, seu valor espiritual. E, de repente, dei conta de que eram esses momentos em que melhor podia comunicar-me com Deus. Agora, sinto-me como se tivesse sido feito para o silêncio."
  35. "Aqueles que têm um grande autocontrole, ou que estão totalmente absortos no trabalho, falam pouco. Palavra e ação juntas não andam bem. Repare na natureza: trabalha continuamente, mas em silêncio."
  36. "Aquele que não é capaz de governar a si mesmo, não será capaz de governar os outros."
  37. "Quem sabe concentrar-se numa coisa e insistir nela como único objetivo, obtém, ao cabo, a capacidade de fazer qualquer coisa."
  38. "A verdadeira educação consiste em pôr a descoberto ou fazer atualizar o melhor de uma pessoa. Que livro melhor que o livro da humanidade ?"
  39. "Não quero que minha casa seja cercada por muros de todos os lados e que as minhas janelas esteja tapadas. Quero que as culturas de todos os povos andem pela minha casa com o máximo de liberdade possível."
  40. "Nada mais longe do meu pensamento que a idéia de fechar-me e erguer barreiras. Mas afirmo, com todo respeito, que o apreço pelas demais culturas pode convenientemente seguir, e nunca anteceder, o apreço e a assimilação da nossa. (...) Um aprendizado acadêmico, não baseado na prática, é como um cadáver embalsamado, talvez para ser visto, mas que não inspira nem nobilita nada. A minha religião proíbe-me de diminuir ou desprezar as outras culturas, e insiste, sob pena de suicídio civil, na necessidade de assimilar e viver a vida."
  41. "Ler e escrever, por si, não são educação. Eu iniciaria a educação da criança, portanto, ensinando-lhe um trabalho manual útil, e colocando-a em grau de produzir desde o momento em que começa sua educação. Desse modo, todas as escolas poderiam tornar-se auto-suficientes, com a condição de o Estado comprar os manufaturados."
  42. "Acredito que um tal sistema educativo permitira o mais alto desenvolvimento da mente e da alma. É preciso, porém, que o trabalho manual não seja ensinado apenas mecanicamente, como se faz hoje, mas cientificamente, isto é, a criança deveria saber o porquê e o como de cada operação."
  43. "Os olhos, os ouvidos e a língua vêm antes da mão. Ler vem antes de escrever e desenhar antes de traçar as letras do alfabeto."
  44. "Se seguirmos este método, a compreensão das crianças terá a oportunidade de se desenvolver melhor do que quando é freada, iniciando-se a instrução pelo alfabeto."
  45. "Odeio o privilégio e o monopólio. Para mim, tudo o que não pode ser dividido com as multidões é 'tabu'."
  46. "A desobediência civil é um direito intrínseco do cidadão. Não ouse renunciar, se não quer deixar de ser homem. A desobediência civil nunca é seguida pela anarquia. Só a desobediência criminal deve ser reprimida com a força. Reprimir a desobediência civil é tentar encarcerar a consciência."
  47. "Todo aquele que possui coisas de que não precisa é um ladrão."
  48. "Quem busca a verdade, quem obedece a lei do amor, não pode estar preocupado com o amanhã."
  49. "As divergências de opinião não devem significar hostilidade. Se fosse assim, minha mulher e eu deveríamos ser inimigos figadais. Não conheço duas pessoas no mundo que não tenham tido divergências de opinião. Como seguidor da Gita (Bhagavad Gita), sempre procurei nutrir pelos que discordam de mim o mesmo afeto que nutro pelos que me são mais queridos e vizinhos."
  50. "Continuarei confessando os erros cometidos. O único tirano que aceito neste mundo é a "silenciosa e pequena voz" dentro de mim. Embora tenha que enfrentar a perspectiva de formar minoria de um só, creio humildemente que tenho coragem de encontrar-me numa minoria tão desesperadora."
  51. "Nas questões de consciência a lei da maioria não conta."
  52. "Estou firmemente convencido de que só se perde a liberdade por culpa da própria fraqueza."
  53. "Acredito na essencial unidade do homem e, portanto, na unidade de tudo o que vive. Por conseguinte, se um homem progredir espiritualmente, o mundo inteiro progride com ele, e se um homem cai, o mundo inteiro cai em igual medida."
  54. "Minha missão não se esgota na fraternidade entre os indianos. A minha missão não está simplesmente na libertação da Índia, embora ela absorva, em prática, toda a minha vida e todo o meu tempo. Por meio da libertação da Índia espero atuar e desenvolver a missão da fraternidade entre os homens."
  55. "O meu patriotismo não é exclusivo. Engloba tudo. Eu repudiaria o patriotismo que procurasse apoio na miséria ou na exploração de outras nações. O patriotismo que eu concebo não vale nada se não se conciliar sempre, sem exceções, com o bem maior e com a paz de toda a humanidade."
  56. "A mulher deve deixar de se considerar o objeto da concupiscência do homem. O remédio está em suas mãos, mais que nas mãos do homem."
  57. "Uma vida sem religião é como um barco sem leme."
  58. "A fé – um sexto sentido – transcende o intelecto sem contradizê-lo."
  59. "A minha fé, nas densas trevas, resplandece mais viva."
  60. "Somente podemos sentir deus destacando-nos dos sentidos."
  61. "O que eu quero alcançar, o ideal que sempre almejei com sofreguidão (...) é conseguir o meu pleno desenvolvimento, ver Deus face-a-face, conseguir a libertação do Eu."
  62. "Orar não é pedir. Orar é a respiração da alma."
  63. "A oração salvou-me a vida. Sem a oração teria ficado muito tempo sem fé. Ela salvou-me do desespero. Com o tempo a minha fé aumentou e a necessidade de orar tornou-se mais irresistível... A minha paz muitas vezes causa inveja. Ela vem-me da oração. Eu sou um homem de oração. Como o corpo se não for lavado fica sujo, assim a alma sem oração se torna impura."
  64. "O Jejum é a oração mais dolorosa e também a mais sincera e compensadora."
  65. "O Jejum é uma arma potente. Nem todos podem usá-la. Simples resistência física não significa aptidão para jejum. O Jejum não tem absolutamente sentido sem fé em Deus."
  66. "Para mim, nada mais purificador e fortificante que um jejum."
  67. "Os meus adversários serão obrigados a reconhecer que tenho razão. A verdade triunfará. . . Até agora todos os meus jejuns foram maravilhosos: não digo em sentido material, mas por aquilo que acontece dentro de mim. É uma paz celestial."
  68. "Jejum para purificar a si mesmo e aos outros é uma antiga regra que durará enquanto o homem acreditar em Deus."
  69. "Tenho profunda fé no método de jejum particular e público. . . Sofrer, mesmo até a morte e, portanto, mesmo mediante um jejum perpétuo, é a arma extrema do satyagrahi. É o último dever que podemos cumprir. O Jejum faz parte de meu ser, como acontece, em maior ou menor escala, com todos os que procuraram a verdade. Eu estou fazendo uma experiência de ahimsa em vasta escala, uma experiência talvez até hoje desconhecida pela história."
  70. "Quem quer levar uma vida pura deve estar sempre pronto para o sacrifício."
  71. "O dever do sacrifício não nos obriga a abandonar o mundo e a retirar-nos para uma floresta, e sim a estar sempre prontos a sacrificar-nos pelos outros."
  72. "Quem venceu o medo da morte venceu todos os outros medos."
  73. "Os louvores do mundo não me agradam; pelo contrário, muitas vezes me entristecem."
  74. "Quando ouço gritar Mahatma Gandhi Ki jai, cada som desta frase me transpassa o coração como se fosse uma flecha. Se pensasse, embora por um só instante, que tais gritos podem merecer-me o swaraj; conseguiria aceitar o meu sofrimento. Mas quando constato que as pessoas perdem tempo e gastam energias em aclamações vãs, e passam ao longo quando se trata de trabalho, gostaria que, em vez de gritarem meu nome, me acendessem uma pira fúnebre, na qual eu pudesse subir para apagar, de uma vez por todas, o fogo que arde no coração."
  75. "Uma civilização é julgada pelo tratamento que dispensa às minorias."
  76. "Sei, por experiência, que a castidade é fácil para quem é senhor de si mesmo."
  77. "O brahmacharya é o controle dos sentidos no pensamento, nas palavras, e na ação. . . O que a ele aspira não deixará nunca de ter consciência de suas faltas, não deixará nunca de perseguir as paixões que se aninham ainda nos ângulos escuros de seu coração, e lutará sem trégua pela total libertação."
  78. "O brahmacharya, como todas as outras regras, deve ser observado nos pensamentos, nas palavras e nas ações. Lemos na Gita, e a experiência confirma-no-lo todos os dias, que quem domina o próprio corpo, mas alimenta maus pensamentos, faz um esforço vão. Quando o espírito se dispersa, o corpo inteiro, cedo ou tarde, o segue na perdição.
  79. "Por vezes pensa-se que é muito difícil, ou quase impossível, conservar castidade. O motivo desta falsa opinião é que, freqüentemente, a palavra castidade é entendida em sentido limitado demais." Pensa-se que a castidade é o domínio das paixões animalescas. Esta idéia de castidade é incompleta e falsa.
  80. "Vivo pela libertação da índia e morreria por ela, pois é parte da verdade. Só uma Índia livre pode adorar o Deus verdadeiro. Trabalho pela libertação da Índia porque o meu Swadeshi me ensina que, tendo nascido e herdado sua cultura, sou mais apto a servir à Índia e ela tem prioridade de direitos aos meus serviços. Mas o meu patriotismo não é exclusivo; não tem por meta apenas não fazer mal a ninguém, mas fazer bem a todos no verdadeiro sentido da palavra. A libertação da Índia, como eu a concebo, não poderá nunca constituir ameaça para o mundo."
  81. "Possuo a não-violência do corajoso? Só a morte dirá. Se me matarem e eu conseguir ter, uma oração nos lábios pelo meu assassino e o pensamento em Deus, ciente da sua presença viva no santuário do meu coração, então, e só então, poder-se-á dizer que possuo a não-violência do corajoso."
  82. "Não desejo morrer pela paralisação progressiva das minhas faculdades, como um homem vencido. A bala de meu assassino poderia pôr fim à minha vida. Acolhê-la-ia com alegria."
  83. "A regra de ouro consiste em sermos amigos do mundo e em nos considerarmos uma grande família humana. Quem faz distinção entre os fiéis da própria religião e os de outra, deseduca os membros da sua religião e abre caminho para o abandono, a irreligião."
  84. "A força de um homem e de um povo está na não-violência. Experimentem. "
Sobre a Revolução Não Violenta de Mahatma Gandhi
" Gandhi continua o que o Buddha começou. Em Buddha o espírito é o  jogo do amor isto é, a tarefa  de criar condições espirituais diferentes no mundo; Gandhi dedica-se a transformar as condições existenciais" (Albert Schweitzer)
" Não violência é a lei de nossa espécie, assim como a violência é a lei do bruto.  O espírito, dormente no bruto, não sabe nenhuma lei que não a do poder físico.  A dignidade de homem requer obediência a uma lei mais alta - a força do espírito ".  
(Mahatma Gandhi)
" Se o homem perceber  que é desumano obedecer a leis que são injustas,  a tirania de nenhum homem o escravizará".  
(Mahatma Gandhi)
"Não pode haver nenhuma paz interior sem o verdadeiro conhecimento ".(Mahatma Gandhi)
"Para a autodefesa, eu restabeleceria a cultura espiritual.  A melhor autodefesa, e a mais duradoura, é a autopurificação ".(Mahatma Gandhi)
http://www.nossosaopaulo.com.br/Reg_SP/Politicos/Gandhi.htm