Prêmio TopBlog Brasil 2013/4

Prêmio TopBlog Brasil 2013/4
Maria Lopes

25 dezembro 2025

Professor Henrique José de Souza

Maria Lopes e Grandes Seres.

Professor Henrique José de Souza 

Fundador da Sociedade Brasileira de Eubiose.



Henrique José de Souza (Salvador, 15 de setembro de 1883 — São Paulo, 9 de setembro de 1963) foi um eubiota, estudioso do ocultismo, fundador da Sociedade Brasileira de Eubiose e reconhecido como patrono de diversas lojas maçônicas e instituições de cunho cultural-espiritualista, além de ter realizado diversos estudos iniciáticos acerca da espiritualidade e da identidade cultural brasileira. Precursor do movimento eubiótico, manteve ainda, ao longo de sua vida, relações com experiências de iniciação do budismo esotérico e da teosofia.

Vida

Cresceu e iniciou sua obra em sua cidade natal, atuando em 1905 como co-fundador da loja teosófica Alcyone.

Filho de rica e tradicional casa de Salvador, com a morte precoce do pai, empresário teatral e exportador, e a seguir, a do irmão mais velho, abandonou a faculdade de Medicina para assumir a direção dos negócios e o sustento da família. A Primeira Guerra Mundial pôs termo tanto ao comércio como às trocas culturais com a Europa e, assim, aos seus tormentos de empresário a contragosto, pois teve de dissolver as empresas. Pôde então aprofundar-se nos estudos de filosofias, religiões e línguas antigas comparadas, de sorte que, em 1916, radicou-se no Rio de Janeiro, ocupado com o jornalismo e palestras públicas na sua especialidade e à testa de Samyama, uma escola de filosofia oriental.

Antes disso, realizou uma longa viagem ao Oriente, passando por Portugal, Índia, Tibete e uma série de outros lugares. Ao retornar, fundou em 1924, na cidade de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, a Sociedade Mental e Espiritualista Dhâranâ, posteriormente chamada de Sociedade Teosófica Brasileira. Mais tarde, transferiu sua sede para a cidade de São Lourenço, ao sul de Minas Gerais. Logo após seu falecimento a sociedade foi denominada Sociedade Brasileira de Eubiose.

Profundo estudioso do ocultismo e da teosofia, o "Professor", como ainda é chamado pelos discípulos da instituição a que deu origem, desenvolveu diversos aspectos da teosofia e do ocultismo ligados à espiritualidade brasileira e a lugares sagrados do Brasil, iniciando assim o movimento eubiótico. Desenvolveu também temas ligados à iluminação, à evolução da consciência e aos ciclos naturais do planeta e da humanidade. Sua obra ainda hoje é tema de estudos no campo da antropologia, religiosidade e misticismo (cf. p. ex. Fortis, 1997) e seu legado é seguido por diversas instituições derivadas ou não das que criou em vida, entre elas a própria Sociedade Brasileira de Eubiose, a Sociedade de Estudos Teosóficos e a Confraria Mística Brasileira, além de lojas maçônicas e outros grupos não-formalizados.

Obras

Henrique José de Souza publicou centenas de artigos na revista Dhâranâ, divulgada a partir da Sociedade Brasileira de Eubiose e ainda quatro livros: "O Tibete e a Teosofia" (1928-32), em parceria com seu amigo e também ocultista Mario Roso de Luna; "O Verdadeiro Caminho da Iniciação" (1940); "Ocultismo e Teosofia" (1949), sob pseudônimo de Laurentus; e "Os Mistérios do Sexo" (1965).

Para a formação dos discípulos da Sociedade Brasileira de Eubiose, verteu do inglês e do francês parte da obra de Helena Petrovna Blavatsky, da mesma forma que, do espanhol, a de Roso de Luna, comentando-as e atualizando-as. Ainda de Roso de Luna - com quem manteve intensa correspondência desde 1928 até a morte do amigo, em 1931 - traduziu do francês a obra "Evolucion Solaire et Séries Astrochimiques" (1909), que adianta a possibilidade teórica de estudar a composição química do Sol e outros astros pela análise do seu espectro eletromagnético, hoje fato consumado. Também de autoria do teósofo espanhol, traduziu os 21 capítulos iniciais de "O Tibete e a Teosofia", completando-o com outros tantos de sua lavra.

Mas a grande obra literária de Henrique José de Souza são suas Cartas de Revelação, escritas de 1924 até 1963, contendo as linhas-mestras do movimento eubiótico e as instruções diretivas da Sociedade Brasileira de Eubiose, projetadas até o século XXI. Essa imensa pregação epistolar foi revista e resumida, sob sua orientação, na década de 1940, descartando-se os originais do período precedente. Pela desatenção de colaboradores, perdeu-se uma parte, mas restam ainda, organizadas cronologicamente e classificadas por assunto, através de exaustivo índice remissivo, cerca de 4 mil páginas datilografadas, que se mantém em bibliotecas reservadas para consulta de membros efetivos da Sociedade Brasileira de Eubiose.

Além de literato, foi músico e poeta, sendo de sua autoria a extensa coletânea de músicas (e letras) que enriquecem o cenário das ritualísticas da Eubiose.

Referências
ARCHANJO, Marcelo Vidaurre - "Ex-Occidente Lux: Sociabilidade e Subjetivacao em um Colegio iniciatico". Tese de Doutorado em Antropologia Cultural sobre a Sociedade Brasileira de Eubiose (2004), defendia no PPGSA (Programa de Pos-Graduacao em Sociologia e Antropologia) da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

  http://www.ifcs.ufrj.br/~ppgsa/doutorado/doutorado2004_50.html[ligação inativa]

FORTIS, Antonio Carlos - "O Buscador e o Tempo:um estudo antropológico do pensamento esotérico e da experiência iniciática na Eubiose". Dissertacao de Mestrado em Antropologia Social (1997), defendida no PPGAS (Programa de pos-Graduacao em Antropologia Social) da USP (Universidade de São Paulo).

14 outubro 2025

Zumbi dos Palmares foi o líder da resistência negra do Quilombo dos Palmares.

 

Maria Lopes e Grandes Serres. 

Biografia de Zumbi dos Palmares

Zumbi dos Palmares foi o líder da resistência negra do Quilombo dos Palmares, localizado ao sul da Capitania de Pernambuco, na parte inferior do rio São Francisco, na Serra da Barriga, região do atual Estado de Alagoas.

Zumbi dos palmares nasceu dentro do Quilombo dos Palmares, provavelmente por volta de 1655. Era neto da princesa negra Aqualtune, e sobrinho de Ganga Zumba e Gana Zona, chefes dos mocambos mais importantes do Quilombo, que era constituído por dezenas de aldeias.

Recebeu o nome de Zumbi para sensibilizar o deus da guerra. Segundo a lenda, Zumbi foi criado por um padre que lhe deu alguma instrução, e ainda jovem voltou para seu povo.

Formação do Quilombo dos Palmares

Na época do Brasil colônia, desde 1600, alguns escravos fugitivos dos engenhos de açúcar já se refugiavam na serra da Barriga, região do atual Estado de Alagoas. Entre 1602 e 1608, duas entradas sob o comando de Bartolomeu Bezerra, chegaram até a serra, sem conseguir localizar os fugitivos.

Em 1630, o quilombo já estava formado. Nessa época, Pernambuco vivia sob o domínio holandês. Em 1637, Maurício de Nassau chegou ao Brasil para administrar seus domínios. A guerra intensificava ainda mais a fuga dos escravos para o quilombo, já conhecido como Quilombo dos Palmares.

Zumbi dos palmare

Entre 1644 e 1645, expedições holandesas foram organizadas para destruir o quilombo, sem sucesso. Em 1654, os holandeses foram expulsos do Nordeste e a decadência econômica diminuiu a necessidade de mão de obra escrava. Nessa época, Palmares era uma longa faixa situada na parte norte do curso inferior do rio São Francisco, hoje no Estado de Alagoas.

Entre 1644 e 1645, expedições holandesas foram organizadas para destruir o quilombo, sem sucesso. Em 1654, os holandeses foram expulsos do Nordeste e a decadência econômica diminuiu a necessidade de mão de obra escrava. Nessa época, Palmares era uma longa faixa situada na parte norte do curso inferior do rio São Francisco, hoje no Estado de Alagoas.

Zumbi dos Palmares crescia livre dentro do quilombo. Da escravidão só conhecia as terríveis histórias que os mais velhos lhe contavam, lembrando a morte nos porões dos navios e a escravidão nas senzalas. Casou-se com a guerreira negra Dandara e com ela teve três filhos.

De simples refúgio de escravos fugidos, Palmares transformou-se em um centro de resistência contra todo o sistema escravocrata. Apesar do florescente comércio entre Palmares e os colonos da região, a paz era apenas temporária. Os fazendeiros não podiam permitir que os quilombos estimulassem a fuga dos escravos.

Acordo de Paz

Entre 1671 e 1674, duas expedições foram organizadas contra o quilombo, com poucos resultados. Em 1675, durante a invasão das tropas de Manuel Lopes, foi revelada a vasta extensão de Palmares, com mais de 2 mil casas, fortificadas com estacas. Nos combates que se seguiram, Zumbi foi baleado duas vezes, mas continuou a lutar. Seu nome e sua coragem começavam a virar lenda.

Em 1677, Fernão Carrilho, destacado pelo governador de Pernambuco, Pedro de Almeida, atacou o mocambo de Aqualtune. Ganga Zumba e a maioria de seu povo fugiu. Depois de sucessivas vitórias, Carrilho instalou um arraial em pleno coração dos Palmares.

Em 1678, Ganga Zumba mandou ao Recife, três de seus filhos e mais doze negros, acompanhando um emissário do governador, para fazer um acordo de paz. Palmares ganhou condição de vila e Ganga Zumba tornou-se mestre de campo.

Morte do Líder Zumbi

Zumbi não concordou com o acordo de paz feito por Ganga Zumba, para ele não se tratava só de viver livre, mas libertar os que ainda eram escravos. Recebeu apoio de vários mocambos. Ganga Zumba perdeu terreno e foi envenenado. Zumbi era o novo líder guerreiro e enfrentou batalhas sangrentas.

Em 1691, o bandeirante Domingos Jorge Velho, com mais de mil homens, invadiu o "Mocambo do Macaco", onde Zumbi comandava a resistência. Depois de várias lutas, Zumbi fugiu para Porto Calvo. Em 1694, novo ataque destruiu o quilombo. Comandados por Zumbi e entrincheirados na serra da Barriga, os quilombolas resistiram até a morte.

Zumbi dos Palmares foi capturado no dia 20 de novembro de 1695, depois de ter sido traído por um prisioneiro que trocou sua vida pela do líder, foi decapitado e sua cabeça levada para o Recife, que por ordem do governador foi colocada em exposição pública.

Em homenagem a Zumbi no dia 20 de novembro é comemorado o Dia da Consciência Negra.  

https://www.ebiografia.com/zumbi/

14 maio 2025

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